Falemos de política...
Impressiona-me, a forma como a comunicação social desespera pela falta de emoção e imprevisibilidade dos debates entre os candidatos presidenciais com maior exposição mediática.
Antes de mais, é curioso reparar que a comunicação social "não liga" aos outros candidatos*. Ninguém exige que estes mostrem as suas ideias e convicções. Assim sendo, vamos levando com mais do mesmo; as mesmas caras, os mesmos "ideais", os mesmos discursos, a mesma passividade e falta de coragem política... you name it.
A constante mediatização das mesmas pessoas e dos mesmos partidos não permite que surja, com sucesso, sangue novo no panorama político nacional. Assiste-se a uma naturalização do estatuto de quem "lá está" porque sempre "lá esteve" e por "lá" deverá continuar...
A comunicação social pode, pelo menos, mostrar ao país quem são os outros candidatos (e quais são as suas ideias). Para além da reportagem jocosa ao aspecto caricato da coisa - que é algo que deveria ser algo embaraçoso, até para o próprio jornalista. Para além do frete que se tornou, uma vez que já topámos que aquela porcaria de texto já nem variedade trás à mancha de texto. Desta forma, como qualquer outro produto que se prova, o político seria avaliado por quem tem o direito e o dever moral de o eleger, em igualdade de circunstâncias. Se fosse uma merda, pelo menos que tivessemos sido nós a puxar o autoclismo.**
Adiante.
Constantemente - como se falar acerca disso fosse o novo pão cortado às fatias -, se reclama por mais emotividade nos debates televisivos. Como se o formato do programa não tivesse sido estabelecido por todas as partes envolvidas. Se o que se procurava era emoção, essa fiel companheira do discurso demagógico e contraproducente, que se regressasse aos tempos dos debates a cinco. Irra, que se debatessem as ideias entre 10 ou mais candidatos - isso é que iria ser animado.
Os debates a dois são uma seca. Ser Presidente da República também o é. No meio de tanta monotonia, ninguém se lembra que nós gostamos é do PR que apenas tira o país do piloto automático (em direcção ao abismo), quando alguém mesmo muito mau está a chafurdar no poder. O PR é aquele tipo simpático que foi eleito por ter sido isso mesmo, durante uns mesitos antes do sufrágio. É o tipo calmo, de perfil discreto - o gajo ideal a quem devemos confiar as decisões relativas ao futuro do país.
Espero que a nata dos comentadores de merda que nos enchem (alguns) meios de comunicação (e a paciência) páre, de uma vez por todas, de nos tentar fazer crer que aquilo que o país precisa é um Rambo político. De um atrasado mental, histérico e inconsequente que nos animou os debates**.
Porque a população votante constrói a sua opinião através dos média. Se o Santana chegou "lá", todo o cuidado é pouco.
*E não me venham com a treta de relacionar a sua capacidade para liderar o país com o seu reconhecimento mediático. Foda-se, se alguém leva o Jerónimo a sério... os outros deviam poder tentar.
**Só fico fodido por o Bloco de Esquerda ser um cagalhão tão oco que ainda não descobriu o seu caminho, cifão abaixo. Cheira mal e vai flutuando.
** *Sim, é óbvio que estou a falar em sentido figurado. Mas não estou assim tão longe quanto isso...
Antes de mais, é curioso reparar que a comunicação social "não liga" aos outros candidatos*. Ninguém exige que estes mostrem as suas ideias e convicções. Assim sendo, vamos levando com mais do mesmo; as mesmas caras, os mesmos "ideais", os mesmos discursos, a mesma passividade e falta de coragem política... you name it.
A constante mediatização das mesmas pessoas e dos mesmos partidos não permite que surja, com sucesso, sangue novo no panorama político nacional. Assiste-se a uma naturalização do estatuto de quem "lá está" porque sempre "lá esteve" e por "lá" deverá continuar...
A comunicação social pode, pelo menos, mostrar ao país quem são os outros candidatos (e quais são as suas ideias). Para além da reportagem jocosa ao aspecto caricato da coisa - que é algo que deveria ser algo embaraçoso, até para o próprio jornalista. Para além do frete que se tornou, uma vez que já topámos que aquela porcaria de texto já nem variedade trás à mancha de texto. Desta forma, como qualquer outro produto que se prova, o político seria avaliado por quem tem o direito e o dever moral de o eleger, em igualdade de circunstâncias. Se fosse uma merda, pelo menos que tivessemos sido nós a puxar o autoclismo.**
Adiante.
Constantemente - como se falar acerca disso fosse o novo pão cortado às fatias -, se reclama por mais emotividade nos debates televisivos. Como se o formato do programa não tivesse sido estabelecido por todas as partes envolvidas. Se o que se procurava era emoção, essa fiel companheira do discurso demagógico e contraproducente, que se regressasse aos tempos dos debates a cinco. Irra, que se debatessem as ideias entre 10 ou mais candidatos - isso é que iria ser animado.
Os debates a dois são uma seca. Ser Presidente da República também o é. No meio de tanta monotonia, ninguém se lembra que nós gostamos é do PR que apenas tira o país do piloto automático (em direcção ao abismo), quando alguém mesmo muito mau está a chafurdar no poder. O PR é aquele tipo simpático que foi eleito por ter sido isso mesmo, durante uns mesitos antes do sufrágio. É o tipo calmo, de perfil discreto - o gajo ideal a quem devemos confiar as decisões relativas ao futuro do país.
Espero que a nata dos comentadores de merda que nos enchem (alguns) meios de comunicação (e a paciência) páre, de uma vez por todas, de nos tentar fazer crer que aquilo que o país precisa é um Rambo político. De um atrasado mental, histérico e inconsequente que nos animou os debates**.
Porque a população votante constrói a sua opinião através dos média. Se o Santana chegou "lá", todo o cuidado é pouco.
*E não me venham com a treta de relacionar a sua capacidade para liderar o país com o seu reconhecimento mediático. Foda-se, se alguém leva o Jerónimo a sério... os outros deviam poder tentar.
**Só fico fodido por o Bloco de Esquerda ser um cagalhão tão oco que ainda não descobriu o seu caminho, cifão abaixo. Cheira mal e vai flutuando.
** *Sim, é óbvio que estou a falar em sentido figurado. Mas não estou assim tão longe quanto isso...


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